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Cirrose: Causas e Tratamento

O desenho de um fígado com um balão de fala escrito "socorro"
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
Por: Publicado em 08/09/2021

Entender as causas da cirrose e como a patologia é diagnosticada contribui para um suporte médico adequado e melhores chances no tratamento.

A cirrose, também chamada de cirrose hepática, é uma patologia crônica na qual há a destruição ou alteração nas células do fígado, resultando em cicatrizes, fibroses e nódulos no órgão. Entender as causas da cirrose e as possibilidades de tratamento são passos essenciais no prognóstico.

Com o funcionamento do fígado comprometido, ele vai paulatinamente perdendo suas funções básicas e levando ao risco de falência completa. Dessa forma, funções como o processamento de nutrientes e medicamentos, produção de proteínas e da bile (que age na digestão) ficam comprometidas.

Cirrose: causas e fatores de risco

Entender as causas da cirrose é o primeiro passo para a melhor compreensão da patologia. Em muitos casos, a condição está associada ao consumo excessivo de bebida alcoólica e dependência química. Nesses casos, a metabolização do álcool pelo fígado resulta na produção de substâncias tóxicas que provocam a inflamação do fígado, o que é chamada de hepatite alcoólica.

Quando esse quadro é persistente, decorrente do consumo contínuo, começam a se formar fibroses no órgão, que são cicatrizes que, quando muito extensas, caracterizam o diagnóstico de cirrose.

No entanto, as causas da cirrose podem ser outras além do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, como infecções por hepatite B ou C, lesão nos ductos biliares ou a cirrose de causa desconhecida, chamada de cirrose criptogênica. Alguns fatores de risco incluem:

  • Excesso de peso e obesidade;
  • Histórico familiar favorável;
  • Ter mais de 40 anos;
  • Uso de certos medicamentos;
  • Diabetes, hipertensão descontrolados
  • Doenças autoimunes
  • Doenças do metabolismo do ferro e do cobre.

A identificação das causas da cirrose depende diretamente do diagnóstico realizado por um médico hepatologista que poderá investigar o quadro com mais precisão.

Como é feito o diagnóstico?

Um dos principais riscos relacionados à cirrose é que ela é uma doença assintomática por muitos anos. No Brasil, o diagnóstico tardio é uma realidade, pois é quando os sintomas da condição se tornam mais aparentes e motivam auxílio médico especializado.

Estima-se que entre as causas da cirrose, a doença hepática alcoólica seja a mais recorrente, uma vez que cerca de 35% dos pacientes com dependência de álcool ou consumo demasiado deste tipo de bebida desenvolvem a condição. Os sintomas da cirrose hepática incluem:

  • Icterícia (pele amarelada);
  • Inchaço abdominal;
  • Perda de peso somada à redução no apetite;
  • Fraqueza;
  • Mau hálito intenso;
  • Nódulos amarelados, especialmente na região das pálpebras;
  • Tosse e vômito com presença de sangue;
  • Queda de cabelo.

Para o diagnóstico da cirrose, caso esses sintomas estejam presentes, são realizados testes hepáticos, de coagulação, hemograma completo e testes sorológicos, incluindo para hepatite viral crônica dos tipos B e C. Quando um diagnóstico mais preciso pode contribuir no tratamento, pode ser indicada a biópsia hepática, mas que por ser considerada invasiva, não é indicada em todos os casos.

Os exames de imagem não contribuem diretamente no diagnóstico da cirrose, mas podem ser indicados para identificar complicações da patologia, como hipertensão portal e ascite, que podem ser verificadas por meio de ultrassonografia.

Quais os tratamentos para cirrose?

O tratamento depende diretamente das causas da cirrose, mas também de fatores como a gravidade, existência de complicações, comorbidades associadas e resposta ao tratamento. A cirrose hepática não tem cura e não é possível reverter os danos já causados ao fígado, no entanto, o acompanhamento médico permite prevenir mais danos ao órgão.

Uma das etapas fundamentais do tratamento da cirrose é a interrupção do uso de substâncias hepatotóxicas, como alguns medicamentos (principalmente a automedicação) e o consumo de bebidas alcoólicas, no caso de dependentes. A continuidade do consumo afeta diretamente a expectativa e qualidade de vida do paciente.

Além disso, o suporte médico inclui definição de uma alimentação balanceada, com uso de suplementos vitamínicos e tratamento das causas da cirrose e das doenças associadas, o que contribui na maior qualidade de vida.

O transplante de fígado também pode ser considerado, sendo que essa possibilidade será apresentada pelo médico hepatologista caso haja fatores associados favoráveis, como mudança de hábitos, ausência ou controle de comorbidades, ausência de complicações e outros.

Fontes:

Manual MDS;

Hospital Leforte;

Rede D’Or São Luiz.

 

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