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Hepatite B: O que é?

Frasco de teste de hepatite B e folha com sintomas
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
Por: Publicado em 12/11/2021

Conheça os sintomas, as formas de contágio, o diagnóstico e o tratamento desta doença

A hepatite B tem transmissão essencialmente através de relações sexuais desprotegidas e é, portanto, considerada uma DST IST – infecção doença sexualmente transmissível. O vírus pode estar presente no sangue, no sêmen e nas secreções vaginais.

Uma vez que a hepatite B tem transmissão através do descuido no sexo, já é possível concluir que ela pode ser evitada através do uso do preservativo durante os momentos de intimidade. Contudo, a doença também pode ser combatida com a vacinação.

Neste artigo, será explicado detalhadamente o que é a hepatite B: transmissão, sintomas, diagnóstico, vacina e tratamento. Essa doença infecciosa é provocada pelo vírus da hepatite B, o HBV. Por se tratar de uma doença sintomática, tão logo ela seja identificada, pode ser tratada e curada.

Se ignorada, a hepatite B pode evoluir para a fase crônica – esta é assintomática. Outra consequência grave do não tratamento da hepatite B é o surgimento de um sério comprometido do fígado, cuja alteração na função pode evoluir para uma cirrose hepática e até câncer hepático.

Hepatite B: transmissão

Como já anteriormente mencionado, o vírus da hepatite B tem transmissão através de contato com sangue, secreções vaginais e sêmen contaminados, podendo também estar presente no leite materno.

A hepatite B tem transmissão através, principalmente, de relações sexuais sem o uso de preservativo e do compartilhamento de objetos de higiene pessoal, como lâminas de barbear ou depilar, e instrumentos de manicure e pedicure sem a devida esterilização.

A hepatite B traz transmissão também através do compartilhamento de escovas de dentes, uma vez que ali pode ocorrer a troca de fluidos de sangue, intensificada se o paciente contaminado apresentar feridas ou sangramentos na boca e na gengiva.

O compartilhamento de material contaminado com sangue ou secreções – como as seringas frequentemente utilizadas no uso de drogas injetáveis – ou de aparelhos de tatuagem ou acupuntura sem a devida responsabilidade sanitária também podem ser a resposta para a sua pergunta se você chegou até aqui querendo saber como a hepatite B faz transmissão.

A saliva, conforme já mencionado, pode transmitir a doença, mas beijos e compartilhamento de talheres, pratos e copos não são considerados fatores de risco. É necessário que exista uma ferida aberta na boca para que essas situações sejam perigosas.

A hepatite B, cuja transmissão pode acontecer também no aleitamento, não ocorre de maneira tão frequente no parto normal, por exemplo.

Diagnóstico

Agora que você já sabe como a hepatite B faz transmissão, vamos falar sobre seu diagnóstico. Este é feito através da realização de um exame de sangue para identificar a presença do HBV na corrente sanguínea, bem como sua quantidade. Esses dados são importantes para que o médico consiga orientar o melhor tipo de tratamento.

A realização dos exames também é importante para observar o funcionamento do fígado. Nesse caso, a biópsia hepática pode ser solicitada pelo profissional para medir o comprometimento do órgão, bem como prever a evolução da doença e a necessidade de seu tratamento.

Os sintomas

Procure um médico para a realização dos exames caso apresente sintomas. É válido lembrar que o período de incubação da hepatite B é de dois a seis meses. No entanto, em sua fase aguda, eles podem surgir cerca de um a três meses após a contaminação. Os principais são:

  • Vômitos e enjoos;
  • Cansaço e fadiga;
  • Febre baixa;
  • Falta de apetite;
  • Dor nos músculos e nas articulações.
  • Dor abdominal.

Também é possível que surjam outros sinais, como cor amarelada na pele e nos olhos, fezes claras e urina escura. Esses já simbolizam que a doença está evoluindo e que o fígado pode estar com lesões.

Tratamento

O tratamento para hepatite B na sua fase aguda inclui dieta, repouso, hidratação e o não consumo de bebidas com teor alcoólico. Os pacientes também podem, eventualmente, consumir medicamentos para aliviar a febre, as dores e os enjoos. Na fase aguda, o tratamento específico com antivirais deve ser avaliado com cautela pelo médico especialista.

Já em sua fase crônica, a doença pode necessitar do uso de medicamentos antivirais e imunomoduladores. Esses podem ser tomados a vida inteira para evitar lesões irreversíveis do fígado.

Na dúvida, nos contate agora mesmo para realizar uma consulta. Fuja da automedicação e não demore para procurar ajuda. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, mais cedo você se livrará deste problema.

Fontes:

Ministério da Saúde;

Fiocruz;

Sociedade Brasileira de Hepatologia.

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