Fale conosco pelo WhatsApp

Cirrose

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

A cirrose acomete o fígado, comprometendo o funcionamento do órgão e prejudicando o organismo

A cirrose hepática é uma doença crônica do fígado causada por processos inflamatórios e agressões recorrentes, que demandam a regeneração constante das células para cicatrização das lesões. A longo prazo, o tecido normal do fígado é substituído por tecido cicatricial não funcionante, levando ao comprometimento de sua funcionalidade e saúde.

Com o excesso de tecido fibroso e nódulos cicatriciais, o fígado acaba perdendo sua capacidade de realizar tarefas primordiais ao organismo — tais como processamento de nutrientes, produção de bile e fabricação de proteínas. Como consequência, a cirrose leva a complicações severas, que vão desde plaquetas baixas até acúmulo de líquido na cavidade abdominal e hemorragias do trato digestivo.

Sabe-se também que quase metade dos pacientes com cirrose podem não apresentar qualquer sintoma, apesar de já haver alterações nos exames complementares.

O que pode causar cirrose?

Esta é uma doença que pode ser provocada por diversos fatores, uma vez que variados distúrbios, medicamentos ou toxinas podem lesionar o fígado.

As causas mais comuns de cirrose são o consumo excessivo e crônico de bebidas alcoólicas, hepatite viral (hepatite B e C) e acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática). Nesse sentido, é possível destacar como principais fatores de risco para desenvolvimento da doença:

  • Alcoolismo;
  • Excesso de peso e obesidade;
  • Hepatite B e C;
  • Doenças hepáticas autoimunes (Hepatite Autoimune, Colangite Biliar Primária);
  • Induzido por medicamentos;
  • Distúrbios metabólicos, como a Hemocromatose e a Doença de Wilson.

Sintomas e diagnóstico

A cirrose é assintomática em seus estágios iniciais, e o fígado pode sofrer diversas lesões sem dar sinais de que há um problema. Conforme a doença se desenvolve ao longo dos anos, o paciente poder começar a apresentar sinais como:

  • Fraqueza e cansaço excessivos;
  • Mal-estar geral;
  • Náuseas frequentes;
  • Perda do apetite;
  • Perda de peso;
  • Aparecimento de manchas vermelhas na pele.

Em casos mais avançados de cirrose, pode haver inchaço na barriga, urina escurecida, pele e olhos amarelados, além de coceira pelo corpo. O diagnóstico é feito por um hepatologista, que avaliará os sintomas apresentados e os hábitos de vida do paciente, solicitando exames complementares que avaliam a função do fígado e ajudam a confirmar ou descartar a doença.

Tratamento para cirrose

A cirrose não tem cura e os danos ao fígado não podem ser revertidos. Por isso, o tratamento normalmente consiste na identificação do agente causador da doença e adoção de medidas que visam conter o avanço do problema. Dependendo da causa e do estágio da alteração, podem ser usados medicamentos que ajudam a controlar a descompensação.

Além disso, mudanças para hábitos de vida mais saudáveis podem ser indicadas para controlar a doença, assim como suspensão do consumo de bebidas alcoólicas, parar o tabagismo e perder peso. Cabe a um médico hepatologista avaliar o estado clínico do paciente e apontar as medidas adequadas para cada caso, conforme a necessidade do indivíduo.

Nos casos mais graves, em que há muitas lesões e o órgão já está seriamente comprometido, a única forma de tratamento possível para a cirrose é o transplante de fígado — uma cirurgia complexa e que consiste na retirada do fígado doente e sua substituição por um saudável, doado por um indivíduo compatível. Para saber mais a respeito da doença, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Mirella Monteiro.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Ao clicar em enviar os dados, você concorda com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE