Fale conosco pelo WhatsApp

Hepatites Virais

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

As hepatites virais são doenças infecciosas, em grande parte das vezes silenciosas, que precisam de atenção especializada para não comprometer a saúde do fígado

As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes virais que afetam o fígado, podendo causar desde alterações leves até quadros mais graves. Na maioria das vezes, esta é uma infecção silenciosa e que não causa sintomas, fazendo com que o problema evolua ao longo dos anos e passe a comprometer o funcionamento do fígado — podendo causar fibrose avançada, cirrose e até mesmo câncer de fígado.

Consideradas um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, as hepatites virais afetam cerca de 325 milhões de pessoas em todo o planeta e estão associadas a cerca de 1,4 milhão de mortes anuais. Trata-se de uma doença evitável, tratável e, dependendo do tipo, curável, mas necessitam de diagnóstico precoce para que o problema seja devidamente controlado antes que leve a uma complicação mais grave.

Tipos de hepatites virais

Os diferentes tipos de hepatite viral são identificados pelas letras A, B, C, D e E, sendo que os três primeiros são os mais comuns no Brasil. Descubra mais detalhes a respeito de cada uma dessas formas de manifestação da doença:

Hepatite A

É uma doença viral aguda de transmissão fecal-oral, ou seja, pode ser transmitida por contato entre indivíduos, pela água ou por alimentos contaminados, por mãos mal lavadas ou sujas de fezes e por objetos que estejam contaminados pelo vírus.

Embora a doença nem sempre cause sintomas, o paciente pode apresentar cansaço, febre, enjoo e alterações na coloração da urina e fezes. Geralmente, a infecção é benigna em crianças e mais grave em adultos, mas podem ocorrer formas fulminantes da doença e a necessidade de um transplante de fígado pode ser inevitável.

Hepatite B

É uma doença sexualmente transmissível, mas também pode ocorrer por meio do compartilhamento de objetos contaminados (seringas, escovas de dente, lâminas de barbear ou de depilar), procedimentos de tatuagem e manicure com materiais não esterilizados, procedimentos médico-odontológicos, transfusão de sangue, todos sem as adequadas normas de biossegurança.

A transmissão de mãe para filho também pode ocorrer. Esse tipo de hepatite pode evoluir para cirrose e cânceres hepáticos se não acompanhado e tratado corretamente.

Hepatite C

A transmissão da hepatite C ocorre principalmente pelo sangue. Indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993, quando ainda não era realizada a triagem sorológica, podem ter a doença. As outras formas de transmissão são semelhantes às da hepatite B, porém, a via sexual e a de mão para filho, durante a gestação ou no parto, são menos frequentes.

A hepatite C também pode evoluir para cirrose e cânceres hepáticos. Atualmente existem tratamentos bastante eficazes que levam a cura do vírus C.

Hepatite D

A hepatite D só ocorre naquelas pessoas que já estão infectadas pelo vírus B. Sua transmissão é igual à das hepatites B. No Brasil, essa doença é mais comum na Região Amazônica.

Hepatite E

Esta é uma hepatite considerada rara no Brasil, sendo mais comum em países do continente africano e asiático. A transmissão ocorre da mesma maneira que a hepatite A, e os sintomas também são parecidos.

Hepatites virais: tratamento e prevenção

O tipo de tratamento mais adequado depende do tipo de vírus apresentado pelo paciente, sendo que muitas das hepatites virais não possuem um  tratamento específico. Cabe ao hepatologista a responsabilidade de analisar o quadro clínico e indicar a terapia mais adequada ao caso, de acordo com os sintomas, complicações e necessidades apresentadas por cada paciente. A prevenção, por sua vez, deve ser feita por meio de hábitos como:

  • Lavar as mãos;
  • Higienizar adequadamente os alimentos consumidos crus;
  • Cozinhar bem os alimentos;
  • Usar preservativos e higienizar o corpo antes e após as relações sexuais;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal.

Existem vacinas para a prevenção das hepatites A e B. Porém, não existe vacina contra a hepatite C, o que reforça a necessidade de um controle adequado da cadeia de transmissão no domicílio e na comunidade, bem como entre grupos vulneráveis, por meio de políticas de redução de danos.

Para saber mais sobre as hepatites virais ou tirar qualquer dúvida a respeito da saúde do fígado, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Mirella Monteiro!

Fontes:

Ministério da Saúde;

Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde — Una-SUS;

Secretaria da Saúde do Paraná.

Ao clicar em enviar os dados, você concorda com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE