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Esteatose hepática: causas e sintomas

Médico segurando um estetoscópio e um fígado em miniatura
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
Por: Publicado em 13/08/2021

A doença hepática esteatótica não alcoólica é a causa mais comum de doença hepática em todo o mundo e sua prevalência vem aumentando significativamente.

A esteatose hepática, ou acúmulo de gordura no fígado, é uma doença crônica muito comum no mundo, acometendo cerca de 25 a 35% da população. Uma das causas da esteatose hepática é a obesidade, sendo que a prevalência da doença nessa parcela da população chega a ser de 80% e entre os consumidores de álcool de forma contínua a taxa beira os 100%.

Apesar de bastante comum, ter gordura no fígado não é normal. Até 5% do peso do fígado é composto por diversos tipos de gordura, incluindo triglicerídeos, ácidos graxos e colesterol. Quando o percentual excede os 5%, tem-se o chamado fígado esteatótico, ou seja, um fígado com teor de gordura acima do desejável, o que pode se tornar um risco à saúde.

Fatores de risco para esteatose hepática não alcoólica

  • Obesidade como já mencionado: mais de 80% dos pacientes com esteatose hepática são obesos. Quanto maior o sobrepeso, maior o risco;
  • Sedentarismo;
  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes: assim como a obesidade, o diabetes mellitus e a resistência à insulina também estão na lista de principais causas da esteatose hepática;
  • Colesterol e/ou triglicerídeo elevado: principalmente níveis altos de triglicerídeos se enquadra entre uma das causas de esteatose hepática;
  • Medicamentos: o uso de alguns medicamentos pode ser considerado como uma das principais causas da esteatose hepática. Entre os mais conhecidos estão: corticoides, estrogênio, amiodarona e antirretrovirais. O contato com alguns tipos de pesticidas também está relacionado ao desenvolvimento de esteatose hepática;
  • Desnutrição ou perda rápida de grande quantidade de peso;
  • Apneia obstrutiva do sono;
  • Tabagismo;
  • Hipotireoidismo;
  • Cirurgias abdominais, como as de perda de peso (bariátrica) feitas pelo método conhecido como by-pass gástrico, de retirada de partes do intestino, também está entre as principais causas da esteatose hepática.

Obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia também se enquadram nos fatores de risco mais comuns. Esses se associam à hipertensão arterial e a síndrome metabólica, que é caracterizada pela presença de três ou mais das seguintes condições: obesidade central (aumento da gordura no abdômen), hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes. A esteatose hepática é considerada o componente hepático da síndrome metabólica.

Como identificar a esteatose hepática 

A esteatose hepática é uma doença silenciosa, e, portanto, não apresenta sinais nem sintomas específicos.

Na maioria dos casos, a esteatose é identificada porque o paciente realizou uma ultrassonografia de abdome como exame de rotina. O diagnóstico da esteatose é incidental, isto é, o exame não foi com o objetivo de identificar a esteatose.

Para o diagnóstico das causas da esteatose hepática é importante que os pacientes sejam avaliados por um clínico ou hepatologista (especialista em doenças do fígado). Com uma história clínica cuidadosa, identificarão os fatores de risco para evolução da esteatose ou as doenças associadas. O médico deve avaliar a pressão arterial, o peso, a altura, calcular o índice de massa corpórea (IMC) e a medida da circunferência abdominal.

Os exames complementares colaboram com o diagnóstico da esteatose hepática ou gordura no fígado. Esses incluem exames de laboratório (enzimas hepáticas, colesterol total e frações e triglicérides, glicemia, insulina entre outros), exames de imagem (ultrassonografia de abdome, tomografia computadorizada, ressonância magnética e elastografia hepática) e em casos selecionados a biópsia do fígado, que apesar ser um exame mais invasivo é o mais fidedigno e consegue avaliar melhor o grau de acometimento hepático pela esteatose.

A identificação das causas da esteatose hepática, o diagnóstico da alteração e o manejo precoce são aspectos muito importantes e podem modificar o prognóstico da doença.

Fontes:

Ministério da Saúde;

SBH-Sociedade Brasileira de Hepatologia;

Clínica de Hepatologia – Dra Mirella Monteiro.

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